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Análise: Barão Vermelho Viva

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Viva, 2019



2017. Mais de 30 anos após a saída do seu vocalista original - ninguém menos que Agenor de Miranda Araújo Neto, A.K.A. Cazuza - o lendário Barão Vermelho sofre sua segunda grande baixa nos vocais quando Roberto Frejat decide seguir com sua carreira solo.

Mauricio Barros, tecladista que havia participado do especial de Rock Brasil patrocinado por uma marca de cosméticos, sugere à banda que contratasse Rodrigo Suricato, músico que segurou a responsabilidade de tocar com Dado Vila-Lobos (Legião Urbana), Liminha (Mutantes), Paula Toller (Kid Abelha), João Barone (Paralamas do Sucesso) e Nando Reis (Titãs/Solo) naquela noite. O resultado é o álbum Viva, com nove faixas inéditas e que é um absoluto retorno aos ares para o Barão.

A primeira coisa que me chamou a atenção quando meu irmão colocou o disco pra tocar foi "Caramba, é a cara do Barão Vermelho!". Pode parecer bobo e óbvio mas todo fã de música sabe como a troca da voz numa banda é traumática, principalmente porque esse tipo de substituição pode significar novos rumos na sonoridade dos trabalhos futuros - vide o iceberg que atingiu o Rainbow quando Ronnie Dio foi pro Black Sabbath - para bem ou para mal. No caso do Barão/Frejat, eu que era absolutamente cético, só pude dar o braço a torcer porque não apenas as faixas do album são excelentes, mas Suricato ocupa a frente da banda como se aquele posto nunca tivesse pertencido a uma lenda do rock pra mostrar serviço com competência e personalidade.

Das nove faixas, pelo menos quatro tocam em temas como separação, amizade, relacionamento e auto-afirmação como "Tudo por nós 2" que diz em seus versos:

"Ei, se liga aí
Eu ainda não morri
Eu tô aqui
(...)
Todo esse barulho
É pra nos confundir
Nada vai nos dividir (...)"
Algumas faixas deixam a impressão de que são indiretas ao novo ex-membro da banda, mas não passa disso, não só as faixas funcionam muito bem fora do contexto da recente separação mas os próprios membros já trataram de declarar como a relação com Frejat foi encerrada profissionalmente, e apenas isso.

Viva abre com "Eu Nunca Estou Só", uma faixa que demonstra como a música negra americana está no DNA do Barão. Um lick no violão construído sobre a pentatônica dá o tom de Blues para o início e uma estrofe em estilo Rap fecha a canção e ao mesmo tempo, o ciclo do legado negro na música. Confesso que ainda não me acostumei com essa faixa e apesar da temática coerente não apenas nela própria, mas com todo o tema de ciclo/renascimento do álbum, ainda é a que mais me causa estranheza. É, eu não sou fã de hip-hop...

Daqui pra frente, todas as faixas têm qualidade de Lado A e apenas a última, "Pra Não Te Perder", tem cara de fim de festa, o que nem é demérito. "Por Onde Eu For", "Jeito", "Um Dia Igual ao Outro", "A Solidão Te Engole Vivo". Cada uma das faixas tem cara de hit de rádio (daquele tempo quando rádio era bom) e das que menos se encaixam nesse formato, "Um Dia Igual Ao Outro", poderia estar em qualquer outro álbum da banda e aparecer no registro ao vivo da banda junto com "O Poeta Está Vivo" sem prejuízo algum.

Meu destaque absoluto fica para "Vai Ser Melhor Assim" por conta de um instrumento que salta aos ouvidos: os teclados do Mauricio Barros carregam o riff principal da música e sobrepõem as guitarras enquanto Suricato canta lindos versos de amor: "A vida é curta pra viver com quem só pensa em te foder". Clássico instantâneo.

Outro aspecto que me chamou bastante atenção é como as melodias são cativantes e as canções são simples e diretas. Nenhuma faixa do Viva é longa ou complexa como um épico do rock. Pelo contrário, são canções fáceis de cantar e dão aquela impressão de que seria muito simples pra qualquer um montar uma banda e aparecer com nove composições originais tão boas como essas (aviso: não é). 

Viva é um discaralhaço que faz o ouvinte voltar o álbum pra tocar desde o início logo que acaba e isso é algo cada vez mais raro (ainda mais pra uma banda veterana). O Barão Vermelho conseguiu não apenas estabelecer mais uma vez seu novo vocalista como provou que a chama ainda está acesa na banda. Imperdível.

Eu já comprei o meu!

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Lançamento: Victor Biglione - Uma Guitarra no Tom

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Reproduzindo:

Victor Biglione, nascido em 1958, considerado por muitos como o ano da explosão da Bossa Nova, consagrou-se no Brasil e no exterior como um dos maiores guitarristas/violonistas da atualidade, conquistando o reconhecimento do público e dos críticos. Músico estrangeiro com a maior contribuição em gravações e shows na história da MPB, carrega imensa gratidão pelo fato da música popular brasileira ter lhe dado tratamento tão especial.

Agora, seu aguçado sentido harmônico, sua consciência do Be-Bop, dos improvisos, e seu já conhecido virtuosismo ganham um forte aliado no universo jobiniano. O amor pelo Brasil e pela Bossa Nova se revelam num tributo instrumental ao nosso grande maestro Antônio Carlos Jobim, no CD “Uma Guitarra no Tom”.

Grande solista, Victor, balizado por 20 anos de trilhas para o cinema nacional, acrescenta toques cinematográficos aos seus arranjos. Clássicos como Lígia, Águas de Março e Água de Beber ganham uma nova roupagem, ora blueseira, ora modal, e com certeza diferente.

Alguns dizem que a Bossa Nova seria a harmonia do jazz com uma batida de samba. Após os festejos dos 50 anos da Bossa Nova, não é o violão de nylon (instrumento vital da bossa), e sim a guitarra elétrica, jazzistica, que aqui se destaca, seguindo muitos dos grandes músicos norte-americanos das 6 cordas eletrificadas, que ajudaram a moldar o movimento.

Na companhia de Sérgio Barrozo (contrabaixo) e André Tandeta (bateria), músicos experientes na linguagem da bossa nova e da música popular brasileira, e sem se cercar de convidados especiais, constrói um repertório onde os temas clássicos se aproximam de pérolas pouco gravadas como Mojave (num clima “afro-californiano”), Tema de Amor de Gabriela (inicialmente gravada por Tom e Gal Costa para o filme Gabriela de 1983) e Look to the Sky (uma belíssima melodia instrumental do final dos anos 60, que viria a ganhar uma letra 30 anos depois na voz de Leny Andrade). Tudo soando de forma original e vibrante ao mesmo tempo.

A guitarra oriunda do jazz e da MPB do argentino genuinamente brasileiro Victor Biglione devolve agora, via instrumento símbolo dos EUA, a influência captada por Roberto Menescal no início da Bossa Nova. “Uma Guitarra no Tom” foge totalmente do lugar comum dentro do repertório jobim e mostra como fala a guitarra brasileira 50 anos depois.

Para saber mais sobre o disco, visite o site da gravadora Delira.

Discos Sensacionais!

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Não to fazendo nada mesmo, resolvi escrever. Não, não é um retorno do Riffs & Solos aos posts quase diários, mas vou aproveitar a oportunidade para colocar aqui alguns discos que ouvi recentemente e que, se você tem o rock n roll na alma, vai ter que baixar ou comprar. Em fim, se vira pra ter esses disos por que valem a pena!



O último post aqui é sobre essa banda, mas não custa indicar novamente. É Hard Rock com cara dos anos 70, mas com peso dos anos 80. Tem músicas empolgantes e solos simples. Que beleza!

King Hobo - King Hobo

Esse estilo de som é o meu preferido. Um rock meio viajado, calcado nos anos 60 e 70, porém gravado no sec. XXI. Incrível como esssa bandas conseguem não só a sonoridade daquela época mas também compor músicas que nos fazem sentir ouvindo um disco lançado em 1973.





Eu ja falei do Siena Root por aqui? Eu acho até que sim, dado o tempo que fiquei sem escrever. Bem, nunca é demais indicar uma boa banda, certo? O Siena Root foi uma das primeiras bandas que ouvi nesse estilo que eu disse acima. Far From The Sun é de 2008, mas não tem como você não ficar de boca aberta com tamanha qualidade musical e sonoridade peculiar. Esse é pra ouvir sem pensar!



Essa, embora tenha as características acima citadas, corre por um lado diferente. Oriundos de Detroit, EUA, essa banda tem um pé no Hard americano dos 70's. Qualquer semelhança com o Aerosmith pré-Permanent Vacation não é exagero. Solos e bases geniais e uma cozinha matadora fazem desse power trio uma das minhas bandas preferidas atualmente.





Essa é daquelas que você ouve e pensa: Holy Shit! (Sem trocadilhos). O Universal Temple of Divine Power também é de Detroit - um lugar que atualmente me parece bem interessante - e faz, também um rock n roll mais voltado para a cena setentista dos EUA. Espalhando pelo mundo a palavra do evangelho (segundo a própria descrição da banda no Myspace), o Universal Temple, o faz da melhor maneira possível: tocando rock de primeira. 

Eu não tô mais a fim de escrever. Ao fazer este post me lembrei de como editar um post por aqui é um saco. Mas ainda posso indicar, em tempo, um escelente disco: Blood Of The Sun - Death Ride. Ouça tudo isso e seja feliz!!!

Killing Jazz - 2nd Round

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Bom pra caralho!

  

Bon Jovi - Wanted Dead or Alive

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Eu nunca aprendi tocar essa introdução. Ela soa maravilhosamente bem com todo aquele clima western e é um clássico do hard rock[bb] oitentista. E graças a um novo serviço (comento ali mais abaixo) encontrei a tablatura e agora fico aqui repetindo esta ótima frase!

A intro é tocada na escala menor de D, embora o tom original do resto da música seja em D maior. Isso ajuda a criar o clima faroeste da música além, claro do som encorpado do violão de 12 cordas[bb] usado pelo Ritchie Sambora. Jon Bon Jovi consegue criar tão bem este clima que o repetiu sob encomenda em Blaze of Glory, para o filme Young Guns II [bb](nunca viu? assista!). Agora chega de papo e vamos à tablatura de Wanted Dead or Alive:

  
 Clique para ampliar



Clique para ouvir.


Agora vou falar sobre onde encontrei esta tablatura. Hoje eu vi o post do blog Remixtures sobre o Songsterr. O serviço Songster é algo que facilitará muito a vida de quem toca guitarra e quer aprender um lick ou solo novo. O site mostra uma lista com bandas e músicas, e você clica e pronto, uma tela exibe (em flash) a tablatura e um player. Então você ouve os exemplos ali na hora, com um som MIDI de violão. Muito útil pra quem não tem o PowerTab Editor e nem pode ter o Guitar Pro 5.

Entrevistas com Joe Lynn Turner e Toni Martin no Hard Blast

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Não conhece o Hard Blast? É um blog fodão de Hard Rock comandado pela Maila. Lá tem as entrevistas que ela fez com o Joe Lynn Turner e o Toni Martin. Corra pra lá!

Revista Música - Leia no volume máximo!

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Revista Música
Está no ar! Eu não falei nada por aqui pra não ser pretensioso e nem precipitado (feito os engraçadinhos do Qtrax) mas desde semana passada está no ar o novo blog Revista Música. A Revista nasceu da parceria com o Alexandre "Dente Preto" Paloschi, e da vontade de dar mais destaque aos blogueiros que escrevem sobre música, então teremos colaboradores (sim! Você também pode ser um! Entre em contato!) dando todo tipo de dica pra você que gosta de um som de qualidade.

O conteúdo é variado e passaremos longe de qualquer clichê, tanto das revistas e sites para músicos quanto dos serviços que bombardeiam notícias irrelevantes minuto a minuto. Escreveremos textos úteis pra quem gosta de ouvir e fazer sua música e leva o assunto a sério, então não deixe de visitar e participar com a sua opinião. Quer umas dicas? Então leia:
Gostou do que leu? Assine o Feed da Revista!

O blog é show de bola, sim senhora!

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Obrigado, obrigado... É com muita satisfação que eu anuncio que o meu querido blog foi indicado pelo guitarrista e entregador Fanny Webber do Fanny in Box a não 1, nem 3, nem 4 mas 2 incríveis prêmios! Como isso é possível? Simples! Dou ao povo o que ele realmente quer, transcrições de guitarra, oras.

O primeiro prêmio é o "é um blog muito bom sim senhora!" e o segundo é o "esse blog é Show de Bola". Então tá, nada melhor que começar o início do fim de semana com o blog sendo premiado.

Indicar outros blogs é sempre difícil. Algumas vezes por já ter indicado antes, outras por não lembrar de nenhum nome. Então eu fiz uma busca rápida nos feeds que eu assino e indico os seguintes blogs pra continuarem estas duas correntes:

É isso! Abraço, galera!

Leia os 10 Mandamentos do guitarrista

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Não, essa não é uma lista com piadinhas sobre manias de guitarristas (opa! uma idéia pra um post!). Acabei de ler no blog Fernando Corporations Music e vim indicar aqui esses ótimos ensinamentos sobre música, personalidade e humildade. Para ler, visite:

Particularmente, gostei muito da parte que diz: "Você só pensa em tocar guitarra 24 horas por dia? Pois está na hora de dividir a cabeça com outras formas de expressão artística."

Fica a dica. Aproveitem! Até mais!!!

Resumão da Música Pantaneira

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Procurando sobre o disco Polca Rock do Jerry & Croa, encontrei esse post no blog Ponto Cego com o belo nome Música Pantaneira. Lá temos um belo resumo das bandas do Mato Grosso do Sul e de suas características, algo difícil de se encontrar num mesmo texto. Se você ainda não conhece as bandas e quer saber mais daquelas que eu já comentei aqui no Riffs & Solos, aproveite!






Banda Lítera - Rock com simplicidade e pegada

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Este é o primeiro post do ano aqui no Riffs & Solos e precisava ser algo especial. Então vou escrever sobre a banda gaúcha Lítera uma ótima sugestão do meu parceiro Guilherme Ostrock, do blog Qualidade Sonora.

Não é a primeira vez que me meto a falar de bandas que estão do lado de fora do mainstream, eu já falei aqui sobre o excelente Yellow Plane mas a diferença é que não pude postar um riff ou solos da Lítera, por que eles simplesmente não fazem solos de guitarra. Então este é um review da banda e não apenas de uma música ou riff.

Pelo que eu li, tanto no site da banda (www.litera.mus.br) quanto na página deles do MySpace - que ironia, não - as influências da banda são tão distintas quanto Dream Theater e Legião Urbana[bb], mas ainda assim deu pra notar uma direção musical muito bem definida quando li que também carregam traços dos Los Hermanos[bb], Gram e algo de MPB. Bem, isso seria o suficiente pra eu deixar o review de lado, mas conhecer bandas novas é obrigatório pra quem gosta de música e quer ser músico. Resultado: ouvi todas as músicas e gostei muito!

Não vou mentir: sou muito relutante quando se trata de música introspectiva e rock alternativo, mas também sou fascinado por competência e criatividade, e esse é o ponto forte da Lítera. Seja na levada que lembra o início da Legião Urbana em Lá se foi ou na introdução simples, dançante e ao mesmo tempo triste de Dois, a banda se desprende das referências e manda bala com arranjos legais e que não soam como mera cópia. Ao cuidar dos detalhes e produzir as músicas para soarem completas, a Lítera ganha importância e passa isso pra cada acorde tocado e cada verso grudento cantado.

Se essa sonoridade indie de guitarras[bb] fazendo acordes com pouca distorção, está cada vez mais em evidência, a Lítera parece conseguir usar a característica a favor das suas músicas. Assista à apresentação da banda no Bar Opinião, em Porto Alegre:



Este post é uma parceria com o Qualidade Sonora, então leia mais sobre a banda Lítera no blog do Guilherme Ostrock.

Eu odeio o MySpace

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Hoje eu li um texto sobre música livre no blog Qualidade Sonora - publicada sobre a licença Creative Commons - e pensei em visitar os perfis de algumas bandas que conheço e outras que nunca ouvi falar - Matanza e Super Hi-Fi, além da Ventura, a banda que o Papo de Homem indicava no feed rss.

Foi chegar à marca de 3 perfis visitados e concluir: Meu Deus! Como o MySpace é ruim.

Comparado a outros serviços de divulgação de música livre (aliás, nem tudo no MySpace é livre) ele fica muito, mas muito atrás em qualquer quesito. O layout é HOR-RÍ-VEL, o player é feio, a acessibilidade dele é porca e ele toca as músicas automaticamente enchendo o saco de quem navega ouvindo sua própria música.

Se ele fosse uma carta do Super Trunfo do Treta, seria a carta mais feia e a que pularia pro jogo sem que o jogador a escolhesse. Quer ver as fotos do último show? Faça um registro demorado. Quer baixar a música que acabou de ouvir? Se não fez o registro na hora das fotos, esqueça... Uma grande bosta.

Bem, eu não gosto. Prefiro sites que não tenham frescuras e acho que, assim como eu, todo mundo que escreve um blog prefere um lugar menos poluído. Por isso eu queria que o Led Zeppelin destruísse aquele site.

icoCompare Preços: Guitarra, DVDs, CDs, Celulares, Wii, PS2, PS3, Câmera Digital, Ipod.

O ano no Riffs & Solos - Os 12 melhores posts!

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Este post é a minha primeira participação efetiva no Desfio para terminar o ano com chave de ouro da Nospheratt. O 3º passo dos 21 propostos para os últimos dias do ano é fazer a retrospectiva com os melhores posts do ano no blog, e por causa disso, descobri que o Riffs & Solos tem quase 1 ano de funcionamento. Ótimo! 12 posts pra indicar aqui.

Ao longo desses 12 meses o blog se aprumou com um tema e um público definidos, e aos poucos está se integrando à blogosfera. Diariamente o blog caminha tranquilo fazendo o seu papel: ajudar quem tá começando. Agora vamos aos posts:

1. Como ler Tablatura - Essa é a finalidade do Riffs & Solos: oferecer tablaturas. Nada melhor que ensinar ao pessoal como o sistema funciona. Os créditos do manual são do site Guitar Club.

2. Tutoriais - Vasculhando o mês de Fevereiro pude ver que foi durante o carnaval que o blog teve a maior parte dos guias publicados. Tem guia de Guitarra Slide, Manutenção, Encordoamento e outras coisas legais. Ótimo pra quem está começando a tocar numa banda.

3. 3 Discos Essenciais - Tiago, meu irmão escreveu este post comentando 3 super discos que norteiam nosso estilo e são a principal influência para tocar e escrever aqui. São clássicos do Rock com 3 grandes guitarristas: Jimmi Page, David Gilmour e Ritchie Blackmore. Vale a leitura e a audição!

4. Dream Theater - Take The Time - Eu sou muito fã desse disco. Não enjoo e recomendo pra quem gosta de rock progressivo. O solo é incrível e também muito difícil. Considere-o como um estímulo, um objetivo de vida.



5. Influências - Mais um escrito pelo meu irmão. Aqui ele comenta sobre nossa primeira banda e o que todo garoto de 13 anos costuma ouvir. Muito bom pra quem gosta só de Heavy Metal e não quer saber de mais nada

6. Dire Straits - Tunnel of Love - Taí meu irmão de novo com um solo muito f*da.

7. O Bando do Velho Jack - Lixo Humano - Quem usa sabe: é muito legal fazer um riff ou solo no Guitar Pro 5. Esse não foi o único que fiz pra poder postar aqui, mas é de uma das minhas bandas preferidas.

8. 5 Músicas - Esse é muito legal, gosto desse tipo de coisa. Escolhi, por indicação do Banda Podre, 5 músicas que eu gosto das bandas que eu detesto.

9. Ozzy Osbourne - Crazy Train - Solo difição! Este foi um dos útimos antes do Grande Recesso que tivemos por aqui.

10. Cab - Cab - Dá até pra fazer um trocadilho... Esta banda de Jazz Fusion faz um trabalho de alto nível. Excelente.

11. Eu quero um Presentão de Natal - Neste post eu pude finalmente responder ao meu amigo Calebe Aires do Gattune! e reiniciar o trabalho por aqui. Sem falar que eu adoraria ganhar um XBox 360.

12. AC/DC - Back in Black - Ainda é cedo pra eleger o melhor deste mês. Talvez eu escreva sobre a ressaca do dia 26 ou sobre o final do ano e a chatice de ter que esperar pra jantar de madrugada, mas dentre os 3 posts publicados até agora, este não pode ficar de fora de jeito nenhum!

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Muito bem, este foi meu post. Obrigado por lerem, obrigado à Nospheratt pela ótima idéia e ao meu irmão por ter ficado acordado até agora... Abraços!

5 Vídeos

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Retomando o trabalho de responder com atraso o que os outros blogueiros já fizeram há tempos, eu venho responder o Meme dos meus 5 vídeos preferidos do YouTube.

O Guilherme do blog Certim me convidou e aqui vai. Como detesto aquelas janelas de vídeo, então os vídeos vão abrir num pop-up bonitinho. Créditos ao maravilhoso Blog Faq do Interney - que está no Nerdcast junto com o Cris Dias.


1. Love of My LifeClique para abrir - Um senhor muito habilidoso toca a música no violão com todos os arranjos da versão original.

2. Pearl Jam - Do The EvolutionClique para abrir - Um dos vídeo-clipes mais bem feitos do Rock! Pena que a banda não é das minhas favoritas, mas o vídeo sim, esse é do bom!

3. Criss Angel - Water to BeerClique para abrir - Criss Angel é o mágico que anda em paredes, entorta colheres, encosta em sombras, anda na água, voa e transforma água em cerveja. Insignificante diante do poder da Força.

4. A invenção do FutebolClique para abrir - Eu racho de rir toda vez que vejo o cara falando "Querido... Não tem cavalo.... "

5. Tenacious D vs DevilClique para abrir - Jack Black e Kyle Gass enfrentam o capeta (Dave Grohl) numa Batalha de Rock, e ele é muito bom!

5 Músicas

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Hoje aprendi com o Banda Podre, como faço para acordar vizinhos pagodeiros, sempre com muito estilo e o melhor do rock and roll no último volume.

As escolhas foram perfeitas, todas as bandas citadas são f*donas e fazem muito bem o que sabem, com excessão do Led Zeppelin que fica de fora de qualquer comparação racional.

Como minha área aqui é o Classic Rock, resolvi procurar...


5 Músicas boas que as bandas que eu não gosto tocam:


1. Do You Want To - Franz Ferdinand: Eu detesto essa onda de rock novo, baseado em riffs crus e bateria seca. Eles se dizem inspirados pelo clássico e que o estilo é retrô, mas eles todos copiam o Strokes, que, de velho não tem nada. Ainda assim, esta música é legal. O riff dela é contagiante e a linha de baixo a deixa dançante e bacana.

2. O vencedor - Los Hermanos: Para mim eles são cultura demais e rock de menos. A banda dos descoladinhos e neohippies enganajados em movimento estudantil que adoram dizer que "a música deles fala exatamente sobre a minha vida...", mas esta, O Vencedor, é a cara dos Beatles, então eu gosto e recomendo.

3. Another Brick in The Wall - Korn: Eu não suporto nu-metal. Misturar rap com rock, pra mim, só se for Walk This Way, mas o Korn se deu muito bem com o cover da música mais reta do rock progressivo. Um p*ta cover pra uma p*ta música.

4. O Mundo - Capital Inicial: O Capital é a banda de brasília que ficou com toda a carga recessiva dos genes que formaram Legião e Paralamas. O trabalho deles é bobo e não tem relevância alguma mas, cara, eu gosto desta música!

5. Você Pode ir na Janela - Gram: O Gram tem influências do rock inglês (engraçado, mas o termo rock inglês não compreende o Deep Purple, nem o Led Zeppelin, nem o Pink Floyd...) e um som alternativo, quase deprimente, digo, depressivo. É introspectivo e ruidoso. Eu acabei gostando de tanto ouvir meu irmão tocar no vitrine.som (nem sei se ainda está lá). Gosto da música, mas nunca tive coragem de ouvir os outros trabalhos da banda paulista.

Essas foram minhas dicas. Que continuem o bom trabalho os blogs Keep Strong, o Bender e o Anderssauro. Escolham um tema e sejam felizes.

Música para beber e brigar!

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Estou aqui ouvindo Matanza e não resisti em escrever algo no blog sobre esse gênero musical que tanto gosto: música de Homem. Música de Homem é aquela que você não ouve perto de mulheres. Ela é suja, ofensiva, crua e barulhenta. As meninas detestam, as lésbicas adoram. Aqui vão algumas indicações:


Deus do céu! Que discaço! Rock n' Roll sem frescuras, direto, cru, mau. Esse é o som do Chrome Division. Lembra Motörheard, Metallica... é sensacional!!!

Metallica - Kill'Em All


Música de Homem não é bonita. E se tem um disco em que tudo é feio, esse é o Kill'Em All! A voz do James Hetfield é horrível, o som das guitarras é estranho, os pratos da bateria incomodam. Por outro lado é agressivo e perfeito pra ouvir e dar umas porradas nuns emos por aí (rs).


Todos já sabem que nós aqui no Riffs & Solos somos extremamente fãs desse discaço! Também, não poderia ser diferente. O Guns n' Roses logo de cara mostrou como é que se faz Hard Rock sem maquiagem. Uma banda de macho no meio da tanta banda de viado que dominava a cena Hard Rock dos anos 80.

Esquece essa de que o Highway To Hell é "o" disco do AC/DC. Powerage é foda! Tem Riff Raff, tem Gone Shooting, tem Sin City... é um disco perfeito de uma banda perfeita. Se você é fresco, passe longe; se não é, já compre as cervejas!!!

Prêmio Blog 5 Estrelas!

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"Há! Eu sabia que meu blog seria 5 estrelas um dia! Nada mais justo que reconhecer o talento que eu tenho..."
Meu ego.


Alguns dias atrasado, divulgo aqui a campanha para premiar o blog 5 estrelas no dia 31/8/07 (o BlogDay) iniciada pela Elza (leia o regulamento), do blog Nada pra mim. O Riffs & Solos foi gentilmente indicado pelo Guilherme, parceiro do blog Certim e eu devo indicar mais 5 blogs.

A tarefa é difícil mas vamos à ela:

1. BlogAjuda: Já tinha esbarrado neste blog antes e semana passada, assinei o feed. Mesmo falando sobre Wordpress, achei bacana e informativo.

2. Anderssauro: Já disse antes que sem o Anderssauro o Riffs & Solos ainda estaria espremido no layout antigo, então ele merece uma recomendação sempre, além de ter um blog interessante e com personalidade.

3. Melhoramento Constante: O blog do André Neves é quase (?!) político. Ao ler, você não se esquece que a participação de cada um de nós faz muita diferença na sociedade (momento Geografia).

4. Keep Strong: O lugar onde o Software é livre, o rock é alto e a cerveja é gelada foi uma das minhas primeiras leituras na blogosfera. Interessante para quem nunca ouviu falar em Linux ou Ubuntu.

5. Portal Cab: Quando eu visitei pela primeira o Portal Cab há uns dois anos, não fazia idéia do que era um blog mas fiquei impressionado com a organização e beleza do lugar. O Pedro Cab pode se gabar por ser um dos blogueiros mais organizados e com maior senso estético do meio, além de ter uma direção sólida nos seus assuntos. Indico, também, por ele ter respondido um email meu com muita presteza e educação quando o Riffs & Solos tinha apenas 3 ou 4 posts... Valeu, Cab!

Essas são minhas indicações. Espero não ter faltado com os critérios expostos nas regras e que todos respondam indicando os seus votos. Abraços e até mais, galera!

Bêbados Habilidosos, o melhor show do FAS

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Ontem, fui ansioso ver o show da banda de blues campograndense Bêbados Habilidosos na praça Generoso Ponce. Estava frio, vento forte e a preguiça do dia anterior era enorme, por isso a ansiedade vinha com uma despretensão velada. A noite começou, como eu tinha citado, com o grupo Nata do Choro, formado por membros da Banda Municipal Manoel Florêncio (quem, aliás, foi Manoel Florêncio?!) e mesmo com a ventania derrubando tudo no palco, se saiu muito bem!

Logo após os músicos, entraram no palco de maneira discreta 5 caras velhos e com cara de cansados. Eram os Bêbados. Olhei e pensei: "Eles estão de mau-humor, o show vai ser uma m*rda..." Que nada! De longe este foi o melhor show do Festival América do Sul! Bateria e baixo formavam uma cozinha pulsante e coesa que abria caminho para a guitarra poderosa e a voz rouca do Renato Fernandes, que parecia quieto até a platéia tomar corpo. Vinte minutos (3 músicas) depois do início, todos na praça já estavam bebendo, dançando e cantando todos os blues. A banda carregou o público e dominou a noite. Não houve vento e nem frio que me impedisse de tirar a ferrugem da sola do tênis e vibrar a cada acorde e frase na guitarra.

Para quem curtiu o show como eu curti, a festa durou pouco (duas míseras horas). A apresentação deveria ter tomado a noite toda e poderia, sem sombra de dúvida. Se você nunca ouviu, entre neste blog aqui e procure alguma coisa deles, não irá se arrepender. Ainda encontrei muita gente legal por lá, pena que o Galo não conseguiu cobrir o evento... No meio do show encontro um professor bacana do meu curso de Geografia com uma garrafa escrito: "Chuva lá fora, aqui dentro só pinga!". Num show dos bêbados, nada mais apropriado.

*Este texto foi originalmente publicado no vitrinevirtual.com