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Análise: Barão Vermelho Viva

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Viva, 2019



2017. Mais de 30 anos após a saída do seu vocalista original - ninguém menos que Agenor de Miranda Araújo Neto, A.K.A. Cazuza - o lendário Barão Vermelho sofre sua segunda grande baixa nos vocais quando Roberto Frejat decide seguir com sua carreira solo.

Mauricio Barros, tecladista que havia participado do especial de Rock Brasil patrocinado por uma marca de cosméticos, sugere à banda que contratasse Rodrigo Suricato, músico que segurou a responsabilidade de tocar com Dado Vila-Lobos (Legião Urbana), Liminha (Mutantes), Paula Toller (Kid Abelha), João Barone (Paralamas do Sucesso) e Nando Reis (Titãs/Solo) naquela noite. O resultado é o álbum Viva, com nove faixas inéditas e que é um absoluto retorno aos ares para o Barão.

A primeira coisa que me chamou a atenção quando meu irmão colocou o disco pra tocar foi "Caramba, é a cara do Barão Vermelho!". Pode parecer bobo e óbvio mas todo fã de música sabe como a troca da voz numa banda é traumática, principalmente porque esse tipo de substituição pode significar novos rumos na sonoridade dos trabalhos futuros - vide o iceberg que atingiu o Rainbow quando Ronnie Dio foi pro Black Sabbath - para bem ou para mal. No caso do Barão/Frejat, eu que era absolutamente cético, só pude dar o braço a torcer porque não apenas as faixas do album são excelentes, mas Suricato ocupa a frente da banda como se aquele posto nunca tivesse pertencido a uma lenda do rock pra mostrar serviço com competência e personalidade.

Das nove faixas, pelo menos quatro tocam em temas como separação, amizade, relacionamento e auto-afirmação como "Tudo por nós 2" que diz em seus versos:

"Ei, se liga aí
Eu ainda não morri
Eu tô aqui
(...)
Todo esse barulho
É pra nos confundir
Nada vai nos dividir (...)"
Algumas faixas deixam a impressão de que são indiretas ao novo ex-membro da banda, mas não passa disso, não só as faixas funcionam muito bem fora do contexto da recente separação mas os próprios membros já trataram de declarar como a relação com Frejat foi encerrada profissionalmente, e apenas isso.

Viva abre com "Eu Nunca Estou Só", uma faixa que demonstra como a música negra americana está no DNA do Barão. Um lick no violão construído sobre a pentatônica dá o tom de Blues para o início e uma estrofe em estilo Rap fecha a canção e ao mesmo tempo, o ciclo do legado negro na música. Confesso que ainda não me acostumei com essa faixa e apesar da temática coerente não apenas nela própria, mas com todo o tema de ciclo/renascimento do álbum, ainda é a que mais me causa estranheza. É, eu não sou fã de hip-hop...

Daqui pra frente, todas as faixas têm qualidade de Lado A e apenas a última, "Pra Não Te Perder", tem cara de fim de festa, o que nem é demérito. "Por Onde Eu For", "Jeito", "Um Dia Igual ao Outro", "A Solidão Te Engole Vivo". Cada uma das faixas tem cara de hit de rádio (daquele tempo quando rádio era bom) e das que menos se encaixam nesse formato, "Um Dia Igual Ao Outro", poderia estar em qualquer outro álbum da banda e aparecer no registro ao vivo da banda junto com "O Poeta Está Vivo" sem prejuízo algum.

Meu destaque absoluto fica para "Vai Ser Melhor Assim" por conta de um instrumento que salta aos ouvidos: os teclados do Mauricio Barros carregam o riff principal da música e sobrepõem as guitarras enquanto Suricato canta lindos versos de amor: "A vida é curta pra viver com quem só pensa em te foder". Clássico instantâneo.

Outro aspecto que me chamou bastante atenção é como as melodias são cativantes e as canções são simples e diretas. Nenhuma faixa do Viva é longa ou complexa como um épico do rock. Pelo contrário, são canções fáceis de cantar e dão aquela impressão de que seria muito simples pra qualquer um montar uma banda e aparecer com nove composições originais tão boas como essas (aviso: não é). 

Viva é um discaralhaço que faz o ouvinte voltar o álbum pra tocar desde o início logo que acaba e isso é algo cada vez mais raro (ainda mais pra uma banda veterana). O Barão Vermelho conseguiu não apenas estabelecer mais uma vez seu novo vocalista como provou que a chama ainda está acesa na banda. Imperdível.

Liberdade artística: músicas que falam de crime fazem apologia?

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Em 2018 tornou-se oficial o ciclo de indignação diária que aparentemente será a rotina das redes sociais durante alguns anos. A despeito do fato incontestável de que as pessoas fazem merda diariamente, a proporção da indignação virtual é que alcançou níveis mais altos que o comum, transformando alguns problemas, por vezes até banais, em "notícias" com destaque em portais de alcance nacional.

Um desses episódios envolveu a remoção de uma música do Spotify após a revolta de muita gente nas redes sociais. Aqui, o título de uma notícia publicada na época:

Clica na imagem pra ler a notícia toda, amigo leitor.


A obra em questão, Só Surubinha de Leve, do MC Diguinho cujos versos "taca bebida depois taca pika e abandona na rua" certamente não entrarão pra história da música popular brasileira, foi acusada naquela ocasião de fazer apologia ao crime de estupro.

Problemão, né? Pro autor da música e pra quem a publicou, sim - imagino que deva ter rendido problemas com processos e perda de receita - Agora, pra você, pra mim ou qualquer pessoa que decida ouvir ou não essa faixa, talvez tenha sido nada demais.

"Mas a música defende claramente o comportamento abusivo com mulheres!". Defende? Por via das dúvidas, façamos como sugere o mestre Manfredini Jr. em Só Por Hoje: vamos com calma.

Observe essa organizada e bem implementada tabela comparativa:

Só Surubinha de Leve -  MC Diguinho Conversa de Assassino Serial - Matanza
Pode vim sem dinheiro
Mais traz uma piranha
Pode vim sem dinheiro
Mais traz uma piranha
Brota e convoca as puta
Brota e convoca as puta
Mais tarde tem fervo
Hoje vai rolar suruba
Só surubinha de leve
Surubinha de leve com essas filha da puta
Taca bebida depois taca pika
E abandona na rua
Precisa arrumar um novo culpado
Se tudo acabar dando errado
Precisa de um novo suspeito
Porque foi bem longe de um crime prefeito
Fez bem em tê-la enterrado
Pena que foi descuidado
Deixou na pá impressões digitais

Porque ninguém mais acredita
Que foi só um crime comum
Mesmo que a investigação não saiba onde procurar
Eu já vi mais de um repórter andando pelo local
Já começaram a publicar que é um assassino serial















Duas obras, dois gêneros distintos e um elemento em comum: descrevem crimes. E caso o querido leitor nunca tinha reparado nas letras do Matanza anteriormente, talvez não tenha prestado atenção em muita discografia de bandas pesadas. Várias são as composições em que o personagem da letra está em posição oposta à lei, como no seguinte verso:
 "Finished with my woman 'cause she coudn't help me with my mind"  - Paranoid (1970)
No primeiro verso de Paranoid, Ozzy Osbourne canta como deu um fim à sua esposa por não ter ajuda alguma dela pra seus problemas de paranoia. Isso não quer dizer, no entanto, que Ozzy e o Black Sabbath sejam criminosos. Não que não tenham sido pegos em situações ilegais, mas compor letra de música ainda não configura crime. Por mais abjeta que uma letra possa ser, o famoso crime de apologia ao crime segundo o Art. 287 do código penal brasileiro, só ocorre na hipótese de alguém "Fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime.". O Art. 286, anterior a ele é o que tipifica a incitação ao crime, e esse fato ocorrerá quando alguém "Incitar, publicamente, a prática de crime"Então, a incitação precisa estimular alguém a cometer crime e a apologia precisa elogiar um crime já cometido ou seu autor.

Caso fossemos decidir - e isso é um exercício hipotético, qualquer julgamento é responsabilidade do poder judiciário - se um autor de música cometeu qualquer um desses crimes contra a ordem pública, precisaríamos provar que um crime foi cometido antes e a canção celebra isso, ou depois, motivado pela obra. Complicado, não?

Pesquisando pra esse artigo, encontrei um texto excelente do Tassio Denker sobre os limites entre Liberdade de Expressão e apologia em que ele explicita o borrão que é a área cinza entre liberdade de expressão e crime, ressaltando que nenhuma liberdade é absoluta. Em se tratando de música ou qualquer obra artística, figuras de linguagem se aplicam, tornando praticamente impossível atribuir qualquer crime a uma obra. Claro, toda regra tem exceção.


Ironia: esse selo praticamente atesta a qualidade de um álbum de heavy metal.

Muito anterior a esse fato, em 1985 a música pesada foi alvo de grupos preocupados com a influência que ela exerceria nos jovens. O Parents Music Resource Center, foi um comitê formado nos Estados Unidos para aumentar o controle sobre músicas que, segundo eles, tratavam de violência, sexo e drogas. O comitê deu origem ao famoso selo que avisa os pais sobre o conteúdo das músicas, bastante comum nos álbuns de hard rock e heavy metal, não antes da líder do comitê,  Tipper Gore, ouvir a leitura de uma carta maravilhosa redigida pelo lendário Dee Snider, vocalista do Twisted Sisters à época. Ela podia ter ido dormir sem essa.



É preciso estar atento a casos como esses para poder distinguir a legítima aplicação das leis, das tentativas de cerceamento de liberdades e direitos garantidos, e de censura, pra que não voltemos ao tempo em que músicas precisavam de autorização antes de serem publicadas.

Ainda bem que os censores do governo eram meio lentinhos.

Pra mim, ficam duas conclusões: Casos de crimes reais são bem mais relevantes pra sociedade do que um caso de criação de obra ~artística~ e arte ruim é só arte ruim.


Mais textos:

Conhece mais exemplos de canções que descrevem crime nas letras? Escreva nos comentários!


Roger Waters 2018: Quando um artista deve se manifestar sobre política?

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COMUNISTA. Esse foi o veredito exarado por parte do público que pagou caro para ver um dos fundadores do Pink Floyd e que saiu contrariado após o nome do seu candidato ter figurado o rol de potenciais Neo-Fascistas exibido no telão de proporções dignas do rock progressivo britânico.

Não é incomum, em tempos tão polarizados, que nos vejamos contrariados e até revoltados quando um ídolo da música no auge da paranoia solta um "VAMOS EXIGIR DO CONGRESSO NACIONAL O VOTO COM CÉDULA DE PAPEL (...)" em full caixa alta no twitter ou exibe um sonoro #EleNão pra milhares de pessoas à frente do seu palco. Somos condicionados a imaginar que nossa opinião reflita apenas aquilo que é certo e justo e portanto, como diabos o artista [INSIRA AQUI O NOME DA SUA DECEPÇÃO] pode ser tão burro? Certo?

Certo?

Errado.

Não que você esteja errado. Ou certo. A realidade é um pouco mais complexa do que costumamos querer que ela seja.

Opiniões controversas no meio artístico existem desde que Marty McFly inventou o roquinho, vão de de John Lennon a Dave Mustaine e é natural que existam. É esperado que existam. Seria esquisito se não existissem. Drogas, eleições, movimentos sociais, guerras, crime, religião, ditadura, sempre haverá um artista tomando partido seja lá de que tópico for. Temos por exemplo, um livro dedicado a diversas opiniões de Renato Russo sobre toda sorte de assunto, inclusive drogas  - como o Norvana - e até sobre outras bandas - Sepultura e Metallica, pra citar duas.

Queremos saber o que nosso ídolo pensa e queremos que ele pense igual a nós porque depositamos nossas expectativas nesses artistas.

Quando cantamos junto com Freddie Mercury a plenos pulmões durante a faxina do fim de semana nos sentimos um pouco como a maior voz que já saiu de qualquer alto-falante na história (calma, Little Richard, você ainda é o verdadeiro Rei) e se aquela voz e aquele bigode conseguem nos fazer sentir tão magníficos, ele só pode estar correto em tudo o que fala, não é mesmo? Enquanto que nosso cérebro entra em conflito quando um ídolo diz algo que bate de frente com nossas opiniões e, ultimamente, nossos valores, pois muitas vezes assumimos algumas premissas que não fazem sentido lógico, principalmente se tratando de política e problemas do nosso mundo moderno (se o compositor está certo nas suas letras, logo ele está certo em todo o resto e assim eu também estou certo já que sou fã dele).

Apesar de absurdo, assumir que um artista sempre estará correto porque "nunca discordei do trabalho dele" é quase sempre o caminho que tomamos. Sentimos prazer no conforto de uma ideia consoante à nossa e rejeitamos o conflito que surge quando são antagônicas. Estamos em um tempo em que as nuances foram esmagadas pela facilidade e conveniência das opções rasas e ao mesmo tempo absolutas. Época em que assuntos complexos estão sendo tratados com a devida análise de crianças de 10 anos e nesse contexto, é claro que os artistas se manifestarão de todas as maneiras, das razoáveis às mais esdrúxulas.

Como é possível que músicos profissionais sejam favoráveis a campanhas que evocam e defendem a própria censura artística, por exemplo? É descabido, quase paradoxal e ainda assim eles existem e declaram isso aos quatro ventos.



Deveria ser proibido? De jeito nenhum. Deveriam ter mais responsabilidade com a influência que possuem? O público é capaz de decidir por si próprio e quem não for, tem nas mãos um problema bem maior pra resolver.

Um artista - músico, ator, pintor ou jogador de futebol das antigas - é, antes de tudo um cidadão e antes ainda, uma pessoa com seus próprios desejos, ambições e medos e, embora possuam ampla visibilidade, também estão sujeitos a dúvidas e pairam sobre suas cabeças os mesmos questionamentos que possuímos você e eu.



 Então, se um Rockstar pode se declarar a favor de qualquer coisa por mais nefasta e perversa que seja aos seus olhos, resta lembrarmos que não somos obrigados a concordar com ele, ou segui-lo, ou assistir à participação dele na TV ou comprar seus discos. É até mesmo possível (há quem consiga!) apreciar a obra e rejeitar o autor. "Mas todo mundo tá acreditando no discurso dele no Twitter!" Bem, cada um sabe de si, não é mesmo? E como diria minha mãe, eu não sou todo mundo.

Hardwired... To Self Destruct e a influência Maurice Ravel

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Hoje, 18/11/2016, o décimo álbum do Metallica foi lançado. Os fundadores do Thrash Metal colocaram nas lojas o disco duplo - 6 faixas em cada disco, nada gigantesco - intitulado Hardwired… to Self Destruction.



Enquanto os fãs decidem neste exato minuto se a banda ainda merece lugar no panteão do metal, ao colocarem o segundo disco pra tocar vão notar que as primeiras notas de ‘Confusion’ repetem um trecho de bateria que já se tornou um clichê do Heavy Metal. Vou tentar descrever mas você pode colocar pra tocar aí embaixo já que todas as faixas do disco ganharam um vídeo promocional.

A música começa com uma frase seca na bateria que lembra uma marcha militar marcada pela caixa com notas nítidas repetidas bem separadas e executadas por todos os instrumentos.

Conseguiu identificar? Não é tão simples sem a referência auditiva. 


Aqui o vídeo.



Lembrou de outras faixas que usam essa frase?

Bem, essa estrutura rítmica não é novidade na música pop e tampouco no heavy metal. O próprio Metallica já usou esse recurso brevemente em 1985, em uma das seções da introdução de For Whom The Bell Tolls. Ouvir isso em uma faixa de Thrash Metal ressalta como a música erudita conseguiu influenciar a música pesada mais profundamente do que podemos perceber apenas pelo heavy metal melódico do Iron Maiden e Malmsteen ou pelas suítes progressivas do Yes e Dream Theater. A frase em questão aqui remete a Boléro, uma peça de orquestra composta em 1928 pelo francês Maurice Ravel. Sua peça mais famosa, aliás.



A peça com mais de 15 minutos composta para um espetáculo de balé é bastante simples: a caixa dita o ritmo que é um pouco mais elaborado nas pausas mas a ideia central é exatamente aquilo que ouvimos nos discos de metal, enquanto ao redor dessa caixa, a melodia se desenvolve repetidamente alternando entre duas seções - a primeira vibrante e positiva e a segunda mais tensa, misteriosa. As duas estruturas se repetem e se intercalam durante mais de 10 minutos e a cada seção, mais instrumentos são acrescentados até que ao final temos uma orquestra inteira tocando a plenos pulmões. Épico. Catártico. Pesado

Em 1944, James Patrick Page e Geoffrey Arnold Beck nascem na Inglaterra. Cerca de vinte anos mais tarde, os guitarristas que se conheceram no Yardbirds, escreveriam em conjunto uma faixa para o primeiro disco do Jeff Beck. A faixa em questão aqui, Beck’s Bolero, havia sido publicada como single um ano antes e foi incluída no album Truth, de 1968. 40 anos após seu lançamento, o Boléro de Ravel colocava seus primeiros pés na música pesada ao influenciar um dos mais importantes guitarristas da história do hard rock. Óbviamente essa influência seria notada, assimilada e replicada por outras bandas que seguiriam a cartilha escrita por Jimmy Page. E essa não foi a única referência a Ravel nas suas composições.




Jimmy Page após sair do Yardbirds - que deve ser a banda com a maior dor de cotovelo da história - e perceber que o nome New Yardbirds não era uma boa idéia, montou o Led Zeppelin e, inspirado no Blues How Many More Years do Howlin’ Wolf, compôs com os outros integrantes a última faixa do lado B do álbum Led Zeppelin, de 1969, chamada How Many More Times. Com quase 10 minutos de duração, How Many More times tem um trecho bastante inspirado no próprio Beck’s Bolero e assim, temos a segunda composição a fazer referência ao Boléro de Ravel, ambas com participação de Page na composição.



Mas a música pesada não tem início aqui e nem termina com o Led Zeppelin. Apesar da gigantesca influência especialmente sobre o hard rock, o Zeppelin não tem guardado na gaveta de casa um documento que ateste para todos os fins que são os pais do Metal. 

Se você pegar pra ler a certidão de nascimento do Heavy Metal verá que não há mãe, só um pai: Black Sabbath.



Embora a principal influência para o primeiro Heavy Metal da história tenha sido a também erudita Mars, The Bringer of War composta por Gustav Holst para uma suíte temática sobre o sistema solar, no final da faixa Black Sabbath (1970) a banda executa brevemente a estrutura que havia sido usada por Beck&Page anos antes. O Zeppelin talvez não fosse tão influente a ponto de popularizar a estrutura criada por Maurice mas se os pais do heavy metal utilizaram esse obstinate, então ele agora faz parte do estilo desde a sua origem e o Sabbath faria novamente a referência ao Boléro em 1973 na faixa Who are You.



Apesar de o Heavy Metal possuir um fundador, é inegavel que o Sabbath não lapidou o estilo sozinho. O próprio Led Zeppelin está sim na gênese de uma das suas vertentes. Assim como o Deep Purple também está e a vertente que tem Ritchie Blackmore (e John Lord) como principal influenciador, essa sim bebe da música erudita direto da garrafa. Logo, não é nenhuma surpresa quando descobrimos que o Deep Purple também fez a sua referência ao Boléro em Child in Time, faixa do álbum In Rock de 1970. 


A essa altura, tendo sido referenciada pelos 3 principais nomes da música pesada, essa marcação da bateria já faz parte do estilo e aqueles que incorporaram o trecho em suas faixas não mais necessariamente o fizeram pensando em Maurice Ravel; afinal, Zeppelin, Sabbath e Purple possuem seus próprios fãs. Fãs que montariam suas próprias bandas influenciados por esses pioneiros e se tornariam ídolos da geração seguinte.

Maurice faleceu no final da década de 1930 e infelizmente não viu Beck e Page transportarem sua música para o rock. Ainda assim, mesmo não intencionalmente, Maurice Ravel conseguiu tornar imortal sua obra derradeira e transcender a si própria através do Heavy Metal.



Love Gun - 1974



Am I Evil - 1980



Legions (In Hiding) - 1994



Ghost Riders - 2012



Per Aspera ad Inferi - 2013



The Number Game - 2016

TOP 10: Vocalistas que também são Guitarristas Solo

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A banda está destruindo tudo no palco. O baterista e o baixista têm química e seguram a cozinha com mãos firmes e a ajuda do segundo guitarrista que realça o trabalho de base. A voz lá na frente tem energia pra liderar as melodias que o público vai aprender e a música cresce cada vez mais até que é chega o momento em que toda a energia acumulada é expulsa pra fora na forma de um poderoso solo de guitarra. O segundo guitarrista dá um passo à frente e captura todos os olhares mas não os ouvidos. O público confuso não entende até que percebe: o encarregado de uma das funções mais nobres do rock continua sendo o vocalista.

Aqui você vai ler um Top 10 com os melhores vocalistas que surpreendentemente também ocupam a posição de guitarra solo. No entanto, existem regras:

Não pode ser um artista solo: Steve Vai, Steve Ray Vaughan, Eric Clapton e etc. Eles não estão numa banda. Eles são os artistas principais então ficam fora da disputa.

Não pode ser um duo/trio: Quando só existe um guitarrista na banda, é ele quem fará os solos.

Já temos as regras então vamos lá:

10 ­ Jimmi Hendrix


Primeiro, que fique claro que Hendrix é uma exceção e está aqui porque apesar de não se enquadrar nos critérios, ainda é a maior referência quando se fala em guitarra solo. E como ele era a voz da sua banda entra no top 10 como menção honrosa (além do mais é bem difícil encher uma lista dessas).

09 ­ Jack White


Ele tem (tinha?) uma banda com a esposa e montou outra banda só pra entrar nessa seleta relação: o Raconteurs. Nela, ele divide as guitarras e vocais com Brendan Benson que também faz alguns solos e também é vocalista recorrente, mas o main man da banda no fim das contas acaba sendo o próprio Mr. White, que faz voz e solos.

08­ Justin Hawkins

Ok, agora nós começamos a falar sério. The Darknes é o sopro do Hard Rock dos anos 80 no mainstream atual: Justin e Dan Hawkins são irmãos e guitarristas da banda britânica mas é Justin quem faz a maioria dos solos nos 4 discos já lançados.

07­ Zakk Wylde

Se você conhece alguma coisa da história do Heavy Metal, então você já ouviu falar do guitarrista que acompanhou Ozzy Osbourne em sua carreira solo por mais tempo. Zakk tem sua própria banda em que, apesar de possuir outro guitarrista, faz os papéis de vocalista e guitarrista solo. E faz muito bem, aliás.

06­ Kai Hansen

O primeiro vocalista do Helloween ocupou o posto de guitarrista solo no início da banda alemã e após formar sua própria banda, Gamma Ray, continuou ocupando os dois postos. Hansen inclusive canta e faz solos na banda dos outros: Em Angels Cry, Hansen foi a guitarra solo na faixa Never Understand e uma das vozes na faixa The Temple of Hate junto com Edu Falaschi, no melhor disco da segunda formação do Angra, Temple of Shadows de 2004.

05­ Dave Mustaine

Mustaine teve pelo menos duas chances de não estar nessa lista: caso continuasse no Metallica como guitarrista solo ou caso não resolvesse montar sua própria banda de Thrash Metal, Megadeth. Acontece que no Megadeth, mesmo tendo excelentes guitarristas solo ao lado dele, Mustaine faz boa parte dos solos ele próprio. Só porque ele pode.

04 ­ Sérgio Dias

Os Mutantes eram (são) uma bagunça quando o assunto são seus membros. O que basicamente começou com Sérgio, Arnaldo Baptista e Rita Lee mais tarde virou só os irmãos Dias/Baptista e mais tarde apenas Sérgio Dias e outros músicos. Acontece que Sérgio é um guitarrista habilidoso e faz ambos papéis desde o disco Tudo Foi Feito Pelo Sol, de 1974. Ok, hoje tem outras vozes na banda além dele, mas ainda conta.

03­ Mark Knopfler

You get a shiver in the dark it’s raining in the park but meantime (solo)
South of the river you stop and you hold everything (solo)
A band is blowing dixie double four time (solo)
You fell allright when you hear the music ring (solo)
Well, now yoou step inside but you don’t see too many faces (solo)
(…)

02 ­ David Gilmour

Lendário é pouco pra começar a descrever o guitarrista e vocalista do Pink Floyd. Um dos ícones do da guitarra desde os anos 70, Gilmour dividia os vocais com o baixista Roger Waters que deixou a banda após querer ser o dono absoluto dela e desde então Gilmour foi o vocalista, líder e guitarrista solo da banda progressiva até se aposentar.

01 John Fogerty

Quem poderia ser o guitarrista solo/vocalista mais importante da história do rock senão o líder do Creedence Clearwater Revival? John Fogerty dividia as guitarras com seu irmão Tom e brilhava quando exibia sua habilidade. Solos incríveis como o de Travelin’ Band, e épicos como o de I Heard You Through The Grapevine saíram das mãos e mentes do vocalista da banda lendária.

Por se encaixar perfeitamente no conceito e por ter entrado na estrada antes de todos os demais, John Fogerty encabeça esse Top 10.

Conhece outros exemplos? Acha que o Hendrix não poderia estar na lista? Acha que o melhor disco do Angra com o Edu é na verdade o Aurora? A discussão continua nos comentários.

Guns n' Roses: de quem foi a culpa, afinal?

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Anteontem terminei de ler a autobiografia do Slash e tirei 3 conclusões:

  1. O livro é excelente. Guns n' Roses foi a primeira banda que ouvi, então um livro no qual o Slash expõe toda sua história de vida e sua versão dos fatos foi mais do que relevante pra mim. Cresci ouvindo a banda e formei a minha própria gravitanto em torno do que Axl Rose, Slash, Duff, Steven e Izzy faziam.
  2. A culpa do Guns n' Roses ter acabado foi do Axl Rose. Ele levou a convivência na banda a um nível insuportável. Axl é egocêntrico, megalomaníaco e sua obsessão por se tornar o chefe e tomar o controle institucional e criativo da banda fez com que ninguém além do empresário dele suportasse continuar.
  3. A razão por trás do comportamento do Axl pode ser a conduta do Slash, Izzy e Steven.
Slash, todos sabemos, é um guitarrista excepcional. Possui feeling apurado e o mais importate, um estilo único. No entanto, foi um severo dependente químico junto com Steven e Izzy - este, segundo Slash, saiu da banda pra se manter afastado de todo tipo de droga.

Talvez, o vício deles em heroína tenha modificado todo o conceito que Axl tinha da própria banda e de seus integrantes. Afinal, quem é que confia em viciados? Ok, os tempos eram outros. Todos os músicos de hard rock dos anos 80 usavam drogas. A diferença é que o vício simplesmente assumiu o primeiro plano da rotina desses caras a ponto de fazer do Guns n' Roses a banda menos produtiva da história, com apenas 3 discos lançados em 7 anos (o Lies realmente não conta, né?).

Talvez, e isso só pode ser tirado a limpo quando o próprio Axl Rose contar a sua versão da história, tomar todo o controle da banda tenha sido uma idéia muito plausível, uma vez que 3 dos 5 integrantes estavam com aquele tipo de problema. 

Não vou falar aqui sobre as histórias do livro. São ótimas e ler o que o Slash tinha pra dizer foi uma experiência única. Mas pra mim ficou bem claro que, caso as drogas não tivessem prendido o Guns n' Roses de maneira tão drástica, quem sabe a banda não teria mais discos parecidos com o Appetite for Destruction.

Talvez este post esteja parcial demais. Mas só lendo o livro pra entender.




Submarino.com.br

Novidades do Guitar Pro 6

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Está aí. O novo Guitar Pro 6 apareceu no meu email no dia 8 e já baixei minha versão. O programa que sempre foi o companheiro de muitos guitarristas resurgiu com uma versão excelente, cheia de recursos e ferramentas, além de estar muito bonito.

Vamos falar sobre algumas alterações: de cara, a interface diferente já chama atenção. A edição e demais ferramentas como afinação e efeitos estão separadas por painéis e tudo parece estar mais intuitivo. A maioria dos atalhos do teclado continuam os mesmos, outros foram acrescentados e serão divulgados pela Arobas nos próximos releases do programa. Se você nunca usou o Guitar Pro, pode ler os tutoriais anteriores escritos aqui no blog.

  • Enfileirando Notas - Uma boa novidade pra quem não tem muita paciência para escrever as tablaturas é que o Guitar Pro 6 tem o recurso free time, que te permite inserir notas sem se preocupar com a divisão rítmica (como no PowerTab). Você pode acessar esta opção no menu "Bar". 
  • Guitar Pro com Abas - Como qualquer programa que se preze, o Guitar Pro 6 organiza diversas tablaturas simultâneas em abas e para navegar entre os vários arquivos, o atalho é Ctrl+Tab.
  • Estique os compassos - Ainda que você trabalhe fora do recurso free time, o recurso Design Mode (Ctrl+Alt+D) permite que você altere a largura dos compassos na folha de papel. Assim, compassos vazios não precisam aparecer tanto e passagens com muitas notas podem ficar visualmente mais confortáveis.
  • Vários formatos - Agora o Guitar Pro exporta para o formato PNG e para o famigerado formato ASCII, além dos anteriores.
Não dá pra falar todos os recursos novos. Baixe o Guitar Pro 6 e veja você mesmo.



Musica do Guns 'N' Roses vazou na internet

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Acho que 10 entre 10 pessoas já foram fãs do Guns 'N' Roses. Também, nada mais justo, visto que a banda era muito boa! Todos já sabem da trajetória dela e de que Axl Rose está sozinho no comando.

Vazou uma música do disco novo Chinese Democracy, e o Gunners Brasil disponibilizou. Então, se você ainda é fã da banda ou tem curiosidade em saber como é o novo Guns, visite o Gunners Brasil e faça o download.

Até mais!

Promoção - Ganhe Template, Logo e Domínio para o seu blog

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Achei no essa promoção no Usuário Compulsivo e acredito que ela seja muito útil! Sabe, você tem um blog e usa o Blogger, usa um daqueles temas horríveis que são "de grátis" junto com a conta no Google, e ainda tem um nome meio dífícil de ser lembrado como nomeestranhodomeublog.blogspot.com, agora pode contar com a ajuda dessa promoção!



De uma só vez você vai poder trocar a cara feia do seu blog, arrumar uma logo bem legal - pra por no Messenger, Twitter ou Orkut, whatever - e ainda mudar o endereço da sua página para nomeestranhodomeublog.com. Não é uma maravilha?

Para participar, faça uma referência à esta promoção no seu blog, confirmar sua inscrição via email e indicar 4 brothers! Fácil!

Os caras que eu indico são:

  1.  Por Essas Bandas - Um blog muito bom sobre bandas independentes. Gosta de coisa nova ou tem uma banda independente? Esse é o seu lugar!
  2.  Snes Classics - Quem não teve um Super Nintendo?
  3. Meio Desligado - Um dos melhores blogs sobre música da internet brasileira.
  4. Viciado Carioca - Os textos mais loucos da internet. Acredite, mais loucos mesmo.
Acho que a lista está boa. Claro que alguns ficaram de fora, mas tenho certeza que outras pessoas poderão indicá-los. Tomara que eu ganhe uma logo. Abraço!

Guia para bandas independentes

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Esse sou eu!!!

O Miguel Caetano postou sobre isso e eu não pude deixar de postar aqui também. Todos sabemos como é difícil seguir em frente com uma banda independente, sem grana, sem suporte e fazendo música estranha então... nem se fala! Mas como sempre aparece alguém pra ajudar nas situações mais adversas, não seria diferente com as bandas independentes - ou indies, eu não vou diferenciar nada aqui.

O guitarrista da banda Beatnik Turtle lançou o livro The Indie Band Survival Guide com dicas preciosas para as bandas desse meio, ou seja, 90% de todas elas. Uma pena, como o próprio Caetano disse, é que o livro é voltado para o cenário americano, que, convenhamos, é muito diferente daqui. Mas toda ajuda é bem-vinda, certo? Portanto, faça o download da versão online do livro e seja feliz!

PS: O blog Meio Desligado também tem um guia muito bom para bandas independentes, não deixe de visitar!
PS²: O link para download do livro não funciona, mas você ainda pode pegar dicas preciosas no site oficial.

Pacotão de tabs para guitarra 02

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Olá amigos! Estamos de volta com mais um pacotão de tabs! O primeiro foi bem legal e rolou até uma tentativa de interação com a imagem do post, mas que, graças à minha distração, foi completamente falha... mas deixemos isso pra outra conversa.

Como o meu PC ta abarrotado de tabs - nem tantas assim mas está - periodicamente vou fazer um pacotão de tabs e matar dois coelhos numa cajadada só: vocês ganham mais um material pra treinar e eu faço um backup online dessas coisas. Perfeito! E nesse pacotão temos, além de tabs completas em PDF, as tabs no formato GP5 para aqueles que usam o Guitar Pro e também um exercício de pentatônica elaborado pelo Fábio "Corvo" Terra, do Bando do Velho Jack.

Então, baixe o pacote de tabs aqui e tenha bons estudos!

Como remover o Haloscan do seu blog!

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Depois de muita dor de cabeça, eis que surge a resposta: como remover o Haloscan do seu blog. Infelizmente essa cirurgia no HTML aqui do blog nos custou um preço alto e perdemos todos os nossos comentários, mas eu acredito que como o Riffs & Solos é um site informativo, os comentários, principalmente com dúvidas, não vão demorar para aparecer.

Depois de utilizar o Haloscan como gerenciador de comentários por um bom tempo - quase um ano - aconselho aos iniciantes a não utilizá-lo. Embora ele seja bastante difundido tem algumas desvantagens em relação ao Intense Debate. Uma delas é você não poder exportar seus comentários se é um usuário com conta free. Outra desvantagem é a falta de suporte em relação à própria desistalação. Pode procurar no site inteiro que você não vai achar! E pra fechar com chave de ouro, o fato de ter de fazer login no site toda vez que chega um comentário novo pra saber qual post foi comentado.

Bem, chega de entretantos e vamos aos finalmentes. Para remover, deletar, destruir, acabar com o Haloscan no seu blog faça o seguinte:

Faça o login no Blogger.
Clique em Layout -> Editar HTML -> Expandir modelos de Widget
Procure e remova as seguntes linhas:Se tudo deu certo, seu blog está livre desta maldição e voltará ter o sistema de comentários do Blogger.

O meu dia Mundial do Rock

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O Gilson Lorenti começou uma corrente de posts sobre rock and roll pra comemorar a heróica data de hoje: Dia Mundial do Rock! Eu já devo ter contado aqui como foi que ouvi o primeiro disco de rock na minha vida - no ano de 1989, com o Appetite for Destruction - e, caso ainda não tenha, conto depois. O que vou contar aqui é como voltei a ouvir rock depois de anos sem identidade musical. Sim, o início da minha adolescência foi um período de trevas no qual eu escutava Fm e achava legal.

Em 1999 (eu acho) aconteceu aqui em Corumbá, algo bem interessante: as barracas nas feiras de sábado começaram a vender CDs por R$ 5,00. Eu não ouvia nada de muito pesado, embora estivesse bastante empolgado com a programação da Jovem Pan na época, que tocava Kiss, Metallica, Bon Jovi, New Radicals... Então em um dia qualquer fui com meu irmão numa dessas barracas escolher um disco de Heavy Metal Não sei de onde tiramos essa idéia, já que nenhum de nós dois escutava música pesada.

Mas nós fomos e escolhemos aleatóreamente, um disco todo preto, sem nome nenhum escrito. Estranho, já que esse só chamaria atenção se o critério fosse "capa mais sem sal". O resultado foi que quando chegamos em casa, ouvimos este disco:



Entrei em casa, abri a bandeja do som e ouvi o riff denso e cristalino de Enter Sandman. Eu jamais havia ouvido o Metallica - ou qualquer outra banda de metal - e depois da primeira audição do Black Album, fiquei louco! Aquilo era forte, violento, preciso, um soco na cara. Depois deste álbum, passei a comprar todos os discos que eu encontrava. De Heavy Metal e, principalmente do Metallica, que a essa altura já era a minha banda preferida.

Essa é a história do primeiro disco que comprei. Todos os outros discos que foram marcos na minha vida, têm suas próprias historias: Creedence Clearwater Revival, Dio, AC/DC - meu primeiro não foi o Back in Black :). Quem quiser participar da blogagem coletiva, é só visitar o post do Gilson Lorenti e escrever.

Abraço!!!!

Estão Participando da blogagem Coletiva Rock and Roll:

- A Grande Abobora
- Blog do Ronaldo
- Brejo do Sarneba
- Criticas Construtivas
- Dente Preto
- Dudu Tomaselli
- Leite de Vaca
- Milhouse Blog
- Multiverso Quântico
- Revista Música
- Teoria Glacial

Puta que pariu, Matanza em Campo Grande!

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Foda! Essa é a palavra certa para descrever o show do Matanza ontem aqui em Campo Grande. Saí da minha queriada cidade e nunca imaginaria que a oportunidade de ir num show deles surgiria. Quando eu digo nunca é do tipo nunca mesmo, never.

A banda está no auge, sem dúvida e me vem parar aqui em Campão, justamente quando eu estou marcando pela cidade... não dava pra perder. De quebra ainda levei meu irmão - aquele ingrato que abandonou o Riffs & Solos - e minha cunhada que tinham acabado de chegar de viagem.

Chegamos no Bar Fly lá pela uma e meia da manhã, e eu estava puto por que temia a possibilidade de não caber mais gente dentro do bar - o que não aconteceu - e, pra alegria geral da nação, a banda entrou no palco em cerca de 30 minutos.


O Show

Foi tudo muito rápido. Num minuto estava tudo calmo e no outro uma multidão se empurrava disputando cada centímetro do bar para ver o show. Do nada aparece Jimmy London e o pau come: "Ressaca Sem Fim"! Na metade da música eu já estava sem voz...

O show não pára um minuto! Uma música estratégicamente enfiada no fim da outra. Nisso vem na sequencia "Maldito Rippie Sujo", "O Ultimo Bar" e "Tempo Ruim". Amigos, na minha cidade vê-se 4 ou 5 shows por ano e com artistas escolhidos à dedo podre pra agradar a todos - o que acaba não acontecendo. Então, o máximo que eu ja tinha visto de banda ao vivo era o... Nando Reis (credooooo)! Agora imaginem eu no meio do show do Matanza! Foi com certeza absoluto um marco na minha vida, sem exagero!

Bem o show continuou com tudo que o Matanza faz de melhor e sem faltar uma música "O Chamado do Bar", "Clube dos Canalhas", "Eu Não Gosto de Ninguém", "Quem Perde Sai", "Bebe, Arrota e Peida", "Matarei", "Bom É Quando Faz Mal", "Santa Madre Cassino"... tudo estava lá.

Por uma infelicidade do destino, não havia uma câmera em nossas mãos e por isso esse post está sem as fotos do show. Mas no fim das contas, tanto faz se eu tirei foto ou não. O importante é que eu estava lá pra ouivir o Jimmy gritando "Puta que o pariu, Campo Grande"!

Projeto de Lei contra cibercrimes

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O cerco está se fechando pessoal. Foi aprovado no Senado Federal o projeto de lei do Senador Eduardo Azeredo sobre crimes de internet. Até aí tudo bem, mas o problema é que o projeto também interfere em coisas diversas de crimes como pedofilia e desvio de dinheiro.

Se a nova lei for aprovada na Câmara dos Deputados e passar pelo veto do Presidente, todos os servidores de internet terão que armazenar os dados de qualquer pessoa que entre na internet, entre outras coisas. O que, obviamente é um cerceamento da liberdade individual e do direito de privacidade.

Mas nem tudo está perdido por enquanto, enquanto o Brasil não se vê abarrotado de bad servers, literalmente, você pode ajudar na modificação desse projeto. Para isso vote nesta petição que será enviada para a Câmara dos Deputados.

Eu ja votei!

UPDATE:
Saiba mais no Cultura Livre e no OMEDI.

Entrevista com o Fábio Terra (Bando do Velho Jack)

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Rolou uma entrevista muito bacana com o Fábio "Corvo" Terra no vitrinevirtual.com.
Clique aqui para ler!

Entrevistas com Joe Lynn Turner e Toni Martin no Hard Blast

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Não conhece o Hard Blast? É um blog fodão de Hard Rock comandado pela Maila. Lá tem as entrevistas que ela fez com o Joe Lynn Turner e o Toni Martin. Corra pra lá!

3 Vídeos

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Amigos, isso é inédito! Pela primeira vez em toda história do Riffs & Solos eu responderei uma corrente de internet, também conhecida como... MEME! Claro que já foram feitos alguns com o blog, mas quem era responsável por responder todos eles era o meu irmão, e como ele anda muito ocupado com a Revista Música - visite! - eu ando dando as cartas por aqui.

Fomos convidados pelo Caio Cardoso do Long Live Rock n Roll, para responder um meme sobre vídeos. Mais simples que isso, impossível. Escolhe-se 3 vídeos bacanas e passa a bola pros amigos escolherem mais 3. Vamos lá!

Guns N Roses - Welcome to the Jungle
Todo mundo já foi fã do Guns N Roses. Não adianta falar que não presta, que é isso ou que é aquilo. Em algum momento da sua vida, você já tocou Patience no violão! O vídeo que temos aqui é o clipe que saiu na ocasião do lançamento do disco duplo ao vivo Live Era 87-93. Sem mais comentários, assista.


Foda né?

Love of My Life - Violão erudito
Quando eu vi esse vídeo pensei: "Eu sou um bosta". Nada melhor que um cara foda pra nos ensinar a ter humildade.

Foda, né?

Por último, um vídeo diferente...
Oito idiotas do ano
A seleção natural anda faceira pelo mundo. Pessoas extremamente burras, não duram muito tempo pra passar seus dumb genes adiante. Este vídeo mostra 8 dessas pessoas em um dia como qualquer outro. Hilário!

O melhor desse último vídeo é que você se diverte ainda mais vendo os vídeos relacionados.

Muito bem, é isso. Espero que tenham gostado. Para continuar essa bagaça, convido os amigos
Gustavo Squall do Multiverso Quântico, Fanny Webber do Fanny in Box , o André Vasconcelos do Por Essas Bandas e o Zé Pequeno da Banda Podre.

Abraço!