Este é o primeiro post do ano aqui no Riffs & Solos e precisava ser algo especial. Então vou escrever sobre a banda gaúcha Lítera uma ótima sugestão do meu parceiro Guilherme Ostrock, do blog Qualidade Sonora.
Não é a primeira vez que me meto a falar de bandas que estão do lado de fora do mainstream, eu já falei aqui sobre o excelente Yellow Plane mas a diferença é que não pude postar um riff ou solos da Lítera, por que eles simplesmente não fazem solos de guitarra. Então este é um review da banda e não apenas de uma música ou riff.
Pelo que eu li, tanto no site da banda (www.litera.mus.br) quanto na página deles do MySpace - que ironia, não - as influências da banda são tão distintas quanto Dream Theater e Legião Urbana, mas ainda assim deu pra notar uma direção musical muito bem definida quando li que também carregam traços dos Los Hermanos
, Gram e algo de MPB. Bem, isso seria o suficiente pra eu deixar o review de lado, mas conhecer bandas novas é obrigatório pra quem gosta de música e quer ser músico. Resultado: ouvi todas as músicas e gostei muito!
Não vou mentir: sou muito relutante quando se trata de música introspectiva e rock alternativo, mas também sou fascinado por competência e criatividade, e esse é o ponto forte da Lítera. Seja na levada que lembra o início da Legião Urbana em Lá se foi ou na introdução simples, dançante e ao mesmo tempo triste de Dois, a banda se desprende das referências e manda bala com arranjos legais e que não soam como mera cópia. Ao cuidar dos detalhes e produzir as músicas para soarem completas, a Lítera ganha importância e passa isso pra cada acorde tocado e cada verso grudento cantado.
Se essa sonoridade indie de guitarras fazendo acordes com pouca distorção, está cada vez mais em evidência, a Lítera parece conseguir usar a característica a favor das suas músicas. Assista à apresentação da banda no Bar Opinião, em Porto Alegre:
Este post é uma parceria com o Qualidade Sonora, então leia mais sobre a banda Lítera no blog do Guilherme Ostrock.
Banda Lítera - Rock com simplicidade e pegada
Pitty - Anacrônico
Eu demorei um pouco e relutei a gostar da Pitty. Achava um rock bobo e pop feito pras rádios, principalmente por causa da baladinha Equalize, que era o carro chefe do primeiro disco dela chamado Admirável Chip Novo.
Daí ela lançou um segundo disco (Anacrônico) que eu ouvi e acabei gostando muito e o maior motivo talvez tenha sido o riff ganchudo desta música, executado com fúria pelo guitarrista Martin Mendonça.
Pra quem gosta das modernas afinações com a 6ª corda em D, este é um prato cheio! E pra quem acha que esse artifício serve apenas pra dar aquele falso peso que bandas como Creed e até o Tihuana usam, fica um bom exemplo de emprego criativo e realmente útil pra chegar à uma sonoridade diferente.
Clique para ouvir.
Foi mal, Alessandro, mas ainda não aprendi muito bem como linkar de modo mais eficiente. Abraços pra todos!

Radiohead - Airbag
Eu sou um cara obsoleto. Não tenho metade da paciência que meus amigos têm pra procurar bandas novas, ouvir novos estilos e vasculhar a história da música contemporânea atrás do som que vai revolucionar a música e o rock.
Um bom exemplo disso é que raramente eu escuto as músicas que me indicam, a não ser que a banda tenha mais de 20 anos. Sei que isso me atrapalha. Encontro ótimos blogs sobre música, escritos por pessoas dedicadas e que se entusiasmam ao falar dos seus estilos preferidos como Grunge, Indie, MPB e música com toques circences (ainda vou colocar algo aqui sobre o tão falado Teatro Mágico). O problema é que eu não sou ligado nesses aspectos culturais e artísticos. Eu gosto é de rock and roll veloz e com pegada.
Talvez isto me tenha impedido de apreciar o disco mais comentado da década de 90. Falo de Ok Computer do Radiohead
, o disco que dividiu as águas e ditou a sonoridade do rock contemporâneo com sua atmosfera densa e suas músicas tristes.

Ouvi o disco 3 vezes seguidas e uma outra vez de brinde pra tentar me acostumar mas não deu. Não fui envolvido pelos gemidos e grunhidos pela voz de Tom Yorke e não achei que a viagem musical do ábum fosse a expressão da fúria tecnológica dos dias atuais, como li no Omelete.
Pra mim foi um disco chato. Como deve ser chato escutar que o Iron Maiden vem ao Brasil mais uma vez pra quem ouve Los Hermanos, por exemplo. Devem achá-los enfadonhos e manjados, enquanto eu acho que o Cansei de Ser Sexy sim, é uma m*rda.
Enfim, esta longa introdução é pra apresentar o riff de Airbag, música de abertura deste que é o terceiro disco da banda inglesa. É um riff simples e devagar e mesmo eu não sendo fã, acho bonito e de bom gosto. Se você gosta aproveite e aprenda pra tocá-lo na próxima vez que a tarde for chuvosa.
Clique para ouvir.
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Take Me Out - Franz Ferdinand
Está aí uma banda que não faz nada de especial, nada de muito complicado, nada de genial, mas que deve estar enchendo os bolsos de verrdinhas! O Franz Ferdinand (que, segundo a Wikipedia, é de Rock Alternativo) tem ao seu lado a simplicidade e o mercado pop.
Apesar de tudo, a música Take Me Out é muito boa! Na verdade, se você está acostumado com Hard Rock vai estranhar o timbre da distorção e tudo mais, mas não se desespere, ouça com atenção e tudo fica simples!
Abaixo você encontra o a transcrição do riff principal. Não é difícil mas exige atenção. Bons estudos!
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Juliette and The Licks - Purgatory Blues

Olá! Voltei galera! E espero que seja definitivamente... Vim aproveitar o "hype" em torno da participação da banda Juliette and The Licks (o blog do Jamari França tem um podcast e um post muito bom sobre o show, corre lá e vai ler) no TIM Festival e postar aqui o riff inicial de uma das músicas mais legais do segundo e mais recente disco da banda, o Four on The Floor - clique aqui pra ouvir o disco todo.
Se você nunca ouviu a banda e acha que ela é como o Patrick Swayze que está se aproveitando da sua fama no cinema pra ganhar uma grana, você está redondamente enganado. Patrick Swayze não deve ter ganho 1 centavo furado com a música e, ao contrário de qualquer trabalho dele, o Four on The Floor é muito bom! Não preciso dizer que quem gravou a bateria no cd foi o Dave Grhol, não é?
A música tem um riff bem bacana e simples e, como dá pra tocar a música toda no violão, vai ficar muito legal se você executá-lo na hora de tocar pras meninas.
5 Músicas
Hoje aprendi com o Banda Podre, como faço para acordar vizinhos pagodeiros, sempre com muito estilo e o melhor do rock and roll no último volume.
As escolhas foram perfeitas, todas as bandas citadas são f*donas e fazem muito bem o que sabem, com excessão do Led Zeppelin que fica de fora de qualquer comparação racional.
Como minha área aqui é o Classic Rock, resolvi procurar...
1. Do You Want To - Franz Ferdinand: Eu detesto essa onda de rock novo, baseado em riffs crus e bateria seca. Eles se dizem inspirados pelo clássico e que o estilo é retrô, mas eles todos copiam o Strokes, que, de velho não tem nada. Ainda assim, esta música é legal. O riff dela é contagiante e a linha de baixo a deixa dançante e bacana.
2. O vencedor - Los Hermanos: Para mim eles são cultura demais e rock de menos. A banda dos descoladinhos e neohippies enganajados em movimento estudantil que adoram dizer que "a música deles fala exatamente sobre a minha vida...", mas esta, O Vencedor, é a cara dos Beatles, então eu gosto e recomendo.
3. Another Brick in The Wall - Korn: Eu não suporto nu-metal. Misturar rap com rock, pra mim, só se for Walk This Way, mas o Korn se deu muito bem com o cover da música mais reta do rock progressivo. Um p*ta cover pra uma p*ta música.
4. O Mundo - Capital Inicial: O Capital é a banda de brasília que ficou com toda a carga recessiva dos genes que formaram Legião e Paralamas. O trabalho deles é bobo e não tem relevância alguma mas, cara, eu gosto desta música!
5. Você Pode ir na Janela - Gram: O Gram tem influências do rock inglês (engraçado, mas o termo rock inglês não compreende o Deep Purple, nem o Led Zeppelin, nem o Pink Floyd...) e um som alternativo, quase deprimente, digo, depressivo. É introspectivo e ruidoso. Eu acabei gostando de tanto ouvir meu irmão tocar no vitrine.som (nem sei se ainda está lá). Gosto da música, mas nunca tive coragem de ouvir os outros trabalhos da banda paulista.
Essas foram minhas dicas. Que continuem o bom trabalho os blogs Keep Strong, o Bender e o Anderssauro. Escolham um tema e sejam felizes.
Audioslave - Out of Exile
Olá, amigos! Temos aqui mais uma transcrição do Audioslave: Out of Exile.
A música tem um riff poderosíssimo, tocado por Morello com um groove muito bom. A levada dessa introdução é a parte mais "difícil" de ser tirada, muito disso por causa do seu contratempo final, mas nada que algum tempo de treino e audição apurada não resolvam.
Então aproveitem e toquem mais este exemplo do cara que reinventou a maneira de tocar guitarra.
Clique para ouvir.
Audioslave Live in Cuba: Fidel não morreu só pra ver esse show!Muse - Knights Of Cydonia

Esta é a faixa que fecha o disco "Black Holes And Revelations" da banda britânica Muse. O disco
foi recebido muito bem pela crítica mundial e figura na lista dos melhores lançamentos de 2006
que ainda conta com os hits "Supremassive Black Hole" e "Starlight".
A parte transcrita abaixo é o riff do fim da música. É bem simples - como o resto da musica - e
bem bacana. Até mais!
Weezer - Hash Pipe
"O Weezer foi formado em Los Angeles em 14 de Fevereiro de 1992 por Rivers Cuomo, Jason Cropper, Matt Sharp e Pat Wilson.
Após 16 meses tocando juntos, eles assinam com a gravadora DGC/Geffen. Na época havia uma verdadeira corrida das gravadoras para descobrir novas bandas, em grande parte devido ao sucesso do Nirvana e a conseqüente explosão do rock alternativo.
O som do Weezer, rotulado de power pop, é uma mistura de melodias fáceis, guitarras pesadas e letras inocentes, combinando em seu som influências do rock de arena dos anos 70 de bandas como Cheap Trick e até Kiss com sonoridades de guitarra de bandas como o Pixies."
O trecho acima foi retirado do site Dying Days, que faz um excelente trabalho relacionando tudo referente à cultura pop dos anos 90. Ou seja: pensou em Grunge, está lá.
Confesso que nunca fui fã de rock alternativo, mas conheço uma ou outra banda através de amigos que o são. Uma destas é o Weezer, banda com visual completamente Nerd que faz um som muito enérgico e acessível. Hash Pipe agrada em cheio qualquer um que goste do cenário Grunge/Alternativo que dominou ou mercado musical na década passada. Tem um riff muito bacana e simples, ou seja, não haverá dificuldades.
Mais uma vez, fica aqui a dica: se precisar de informações sobre qualquer banda desse estilo, você encontrará facilmente no http://dyingdays.net.
Audioslave - Your Time Has Come
Temos aqui um riff muito bom do Tom Morello (foto) o guitarrista fabuloso do extinto Audioslave - é, a banda acabou. Sua principal característica são os solos cheios de efeitos incríveis que a maioria de nós não faz idéia de onde ele tira até assistí-lo tocando ao vivo.Mais que isto, ele tem riffs incríveis com pegada e timbre muito bons, vide Cochise e a ótima Revelations, que dá nome a um dos discos deles.
Bem, chega de conversa e vamos à transcrição:
Clique para ouvir.



